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  1. Emissão temporariamente fora de serviço.

    12/01/2012 Sandra

     http://www.youtube.com/watch?v=DgLFojV8Ivo&feature=related

    (Abrir link para imagem real do fecho desta Emissão e audição da lindíssima banda sonora, seleccionada com primor para tamanho momento solene)

    Segue o texto:

    No mês em que esta tasca completa três anos, com a publicação de textos e fotografias de gosto, muitas vezes, duvidoso, decido fazer uma pausa.

    Não é um Adeus, apenas um até já.

    Regressarei quando a imaginação carregar baterias e a escrita volte a fazer parte de um exorcismo fiel das minhas neuras, pensamentos e devaneios.

    As mãos e o raciocínio voltarão mais leves, ágeis e divertidos…espero.

    Portai-vos bem na minha ausência, sim?


  2. Reunião de Pais

    05/01/2012 Sandra

    O reguila é um querido. Atento, obediente, criativo. Não é lá muito é de de seguir as decisões do grupo de amigos…

    Também troca bastante o “ontem” com o “amanhã” tornando as frases com detalhes temporais, completamente confusas.

    Fartei-me de rir com os trabalhos dos primeiros meses no jardim de infância. Há desenhos mesmo engraçados e bem feitos.

    Nota-se muito que estou babada de orgulho? Esperem só até eu publicar a obra de arte que nos fez de prenda de Natal.

    Pendurámos ontem no hall de entrada, com uma belíssima moldura a destacar a pintura.


  3. De como torcemos logo nariz e desejamos que não seja um mal sinal, a abrir 2012…

    01/01/2012 Sandra

    Uma pessoa delira com uma fabulosa compra de saldos, daquelas pechinchas mesmo brutais, e está que nem pode, desejosa de estrear um novo par de botas no primeiro dia do ano…

    Não estão a ver bem, foi basicamente a compra perfeita.

    Cruzei o olhar com as ditas no caos das prateleiras da loja. Ouvi ao longe a voz sexy e melodiosa de Barry White…”Oh baby…”…

    Procurei o meu número…calcei a do lado direito, depois a do esquerdo e pareciam pantufas.

    Voltei a calçar as que tinha, distraí-me, claro, com o Ricardo que tentava mais uma fuga irritante e…

    Só HOJE, quando ía finalmente estreá-las, dei conta do engano:

    Trouxe duas botas para o pé DIREITO!!!!!!!!!!!!!!!!


  4. Saída e entrada

    Sandra

    Despedidas animadas da familia, beijos, abraços, algumas lágrimas emocionadas sem palavras, os desejos de que o novo ano não nos traga dissabores ou perdas a que não saberemos como reagir ou dar a volta.

    Ao final do dia entregámos o jantar à calma e aconchego da boa comida portuguesa, ali para os lados da praia das maçãs. Sem saber se voltaremos a desfrutar de tamanha extravagância, deixámos os paladares deliciados com peixe grelhado e polvo de comer e chorar por mais.

    O vinho alentejano fez o resto.

    Hummm…não, uma valente fatia de bolo de chocolate com nozes é que arrumou o repasto com nota máxima.

    O restaurante tinha lareira…e estava acesa. O ambiente não podia ser mais rústico e familiar. Última refeição de 2011 a roçar a perfeição. É de aproveitar em quanto se pode!

    Mais uns quantos telefonemas animados, optimistas e esperançados com o futuro e…rumámos a um final de ano velho e início de um novo, numa espécie de resumo da nossa vida social nos últimos tempos:

    Que bruta festa de aniversário infantil!

    Até ás três da matina foi a loucura.

    Há fotografias minhas, corada como um tomate maduro, envergando uma bandolete com letras cor de rosa, borrifadas de purpurinas.

    “HAPPY NEW YEAR!” Dizia a dita. (Tal e qual como na foto)

    Comi pinhões e passas comos e não houvesse amanhã, desejei o melhor da vida para tudo e todos.

    Esteve-se mesmo bem.


  5. Um tema, duas opiniões. Gosto de ambas!

    29/12/2011 Sandra

     
     
    coconafralda.clix.pt :
     
    “Vítor Melícias tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM, da “remuneração acima da média” auferida em vários cargos. Com 71 anos, Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. “Eu tenho uma pensão aceitável, mas …não sou rico”, diz o sacerdote.
    Eu não tenho qualquer tipo de rancor contra quem ganha bem. Acho que ser bem remunerado, quando se trabalha muito e bem, é merecido. Mas não compreendo como é que um padre ganha tanto num país onde a média salarial está abaixo dos 900 euros. E, sobretudo, um padre franciscano que, segundo julgava saber, é pessoa que tem de viver o mais pobremente possível (segundo as leis da Ordem Franciscana). Mas pronto. Isto de estar aqui na Kidzania desde as 10.30 da manhã deve estar a fazer-me ver mal as coisas. Não liguem.”
     
    oblogdodesassossego.blogspot.com :
     
    “O padre Vítor Melícias ganha 7450 euros mensais e, qual esquilo guloso, acumula pensões no valor de 104 301 mil euros anuais. O padre Vítor Melícias pertence à ordem dos Franciscanos, aqueles que obrigam aos votos de obediência e, imagine-se, pobreza. Ou o padre Vítor Melícias tem um problema grave de compreensão, estando ali na fronteira do atraso mental ou não é lá grande espingarda enquanto membro do clero. E pessoa. O padre Vítor Melícias também gosta de ir à televisão falar da desigualdade social e dos pobrezinhos mas disse ao Correio da Manhã que não é rico, ganha apenas “uma pensão aceitável”. Tão fofinho. Ora para esta gente, no novo ano, desejo uma valente caganeira, seguida de inexplicáveis verrugas na pila e no traseiro, e votos de uma visão turva e de perda de paladar e equilibrio.”
     
    ahahahahahahah

  6. Partilhar: dar e receber.

    27/12/2011 Sandra

    Não sou tão ingénua ao ponto de acreditar que estão a entregar-me sacos com brinquedos, livros e jogos para dar a crianças mais desfavorecidas, apenas como acto de pura solidariedade.

    O Ricardo está entusiasmadíssimo com tudo o que recebeu no natal e naturalmente quer ter a bonecada nova em lugar de destaque, por todo o quarto.

    Se para isso, tiver de escolher aquilo com que menos brinca, para doar… ora bem, toca de empurrar tudo para dentro de sacos e despachar a chata da mãe que não se cala.

    Bla, bla, bla, “é um exagero de brinquedos”, bla, bla, bla, “tens mais tralha com cincos anos do que eu e a tia juntas com quinze!”, são frases que não o comovem grande coisa.

    Conseguir, no entanto, que o pai se debruce sobre o tema e as caixas propriamente ditas de peluches, carros, motas, puzzles e afins, para um escolha correcta e posterior entrega a quem mais precisa, é outra conversa!

    Acaba por ser um ritual de fim de ano necessário, tendo em conta que o aniversário do reguila acontece dentro de um mês e meio. Junta-se o útil ao agradável e é impossível não gostar de ouvir o miúdo dizer com convicção, enquanto me ajuda a carregar os ditos sacos: “estes podes levar todos para os meninos que não têm prendas. Vão gostar muito de brincar com eles. Eu cá adorei…”


  7. Natal = dois dias frenéticos!

    26/12/2011 Sandra

    Foi um fim de semana realmente diferente. O arranque, no início de sábado, foi emotivo e um pouco lacrimenjante mas não tardou, para o que o espírito se instalasse e arregaçássemos as mangas.

    Só está declaradamente aberta a época natalícia, quando as casas dos meus pais ou sogros, estão num virote infernal e se arrastam sofás, mesas e cadeiras, se mudam móveis e tapetes ou se escondem dentro de armários, carradas de bibelôts e objectos decorativos de gostos…err… bizarros, vá.

    Há que arranjar espaço para toalhas desenhadas de anjos e coroas de azevinho, cobertas de travessas recheadas de filhós, sonhos, troncos de natal e frutos secos.

    Cheira a açucar, canela, chocolate derretido para a mousse. Do forno, a cada abertura curiosa, o aroma do bacalhau afogado em azeite ou da carne assada percorre as divisões alarmando os estômagos dos mais distraídos.

    Foram dois dias imparáveis em bem comer, melhor beber, conversas animadas, corropio de loiça, talheres, atoalhados e verdadeira dança de cadeiras.

    Maravilhados com a alegria e inocência das crianças, fingimos acreditar que o pai natal foi generoso com todos, apesar do credo na boca e da palavra crise, repetida a cada cinco minutos.

    As minhas prendas foram as últimas a ser descobertas e partilhadas, tal a azáfama de volta dos brinquedos e roupa nova dos miúdos.

    A gripe não me demoveu a boa disposição, vontade de ajudar e aproveitar da melhor forma, a companhia dessa prenda maior e tão valiosa que é a familia.

    No final de Domingo, cansados com certeza, esgotados do corre-corre atrás dos reguilas aos quais não faltam energias para nos deixar de “cabelos em pé”, foi com uma alegria imensa que refizemos contas ao que mais interessa e no saldo final para todos, um sorriso rasgado de satisfação:

    Na barriga, o regozijo das refeições e doces tradicionais,

    no coração, o aconchego da melhor companhia de todas para esta época tão especial.


  8. Coisas que vejo e acho divertidas, pronto!

    22/12/2011 Sandra

    Para fãs de “How i met your mother”:
     

    AHAHAHAHAHAHAHAH!


  9. Indecisos

    20/12/2011 Sandra

    As prendas e mimos para familia e amigos estão compradas há duas semanas. Incrivelmente falta a nossa prenda para o reguila. A lista de pedidos ao “pai natal” até é humilde, com apenas quatro ou cinco brinquedos, entre eles um “carro grande” e um “carro pequenino”.

    Não conseguimos decidir-nos por um presente que seja mais do que um brinquedo. O mês passado gastámos uma pequena fortuna no que realmente lhe faz falta: roupa e calçado. Veste como se já tivesse cinco/ seis anos e calça o 29!!

    Como sabemos que não lhe faltarão coisas giras debaixo da árvore, queriamos mesmo que a nossa fosse diferente e especial.


  10. E o Natal aqui tão perto

    19/12/2011 Sandra

    Os temas de conversa lá por casa, entre a família, têm saltado por dentro de infindáveis páginas de receitas culinárias.
    Calhamaços de revistas, dossiers carregados de fotografias deliciosas, ideias de “entradas”, bons mariscos, pernas de porco ou perú no forno com castanhas, batatas, bacalhaus em lascas cobertos de azeite e alho, sobremesas de salivar molhando o papel até amolecer.

    Apesar do cansaço, da preocupação, das ansiedades com os tempos tão difíceis que atravessamos é impossível não entrar no espírito. Vamos então desejar saborear folhados de alheira, polvo à lagareiro. Toca a abocanhar frutos secos, mousse de chocolate, bombons de recheio licoroso e respirar fundo o aroma caseiro do açucar e da canela.

    As crianças só falam dos presentes, insistem no tempo que falta para rasgar papeis de embrulhos, arrancar fitas e estrear brinquedos novos.

    Os adultos só lhes rezam a boa saúde e desejam do fundo do coração que a vida não nos seja madrasta e escapemos ilesos a dias de austeridade e desemprego.

    Estarmos juntos é a maior e mais valiosa prenda de todas. Nesta alegria contagiante, nestes planos doces e salgados para uma ceia de Natal o anseio maior é sempre, a presença dos meus bens mais preciosos.


  11. Foi assim que aconteceu

    12/12/2011 Sandra

    Chegar perto do coliseu dos recreios, a um sábado á tarde em pleno Dezembro é tão duro como ser cristão e ser largado em Roma…dentro do coliseu.

    Quando finalmente conseguimos um lugar para estacionar, numa rua escura, feia e tão íngreme que daria para praticar escalada, pego no telemóvel para ligar a uns amigos…

    Ainda estamos os três dentro do carro. Começo a conversa telefónica enquanto o Ricardo pula no banco de trás, ansioso pela ida ao Circo.

    Eis senão quando:

    PUM! Crashhhhhhhhhhhhhh………..Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrsssssssssssssssssssssssssssssss!!!!!!!!

    Um jipe, obviamente excitado e disposto a assediar o primeiro carro em que pousasse as luzes dos seus farois, virou à direita para estacionar à frente da nossa ingénua e virgem viatura e pungas!! Roçou-se no pára-choques e guarda lamas como se não houvesse amanhã.

    Tendo em conta o estrondo, acreditámos sinceramente que nos tinha arrancado tudo isso, um farolim e boa parte do radiador!

    Felizmente não. Tem umas mossas, uns riscos…

    O condutor do jipe assumiu a culpa e tratámos de preencher a declaração amigável rapidamente. Não só porque começou a chover mas também por termos um filho histérico dentro do carro.

    Não por causa do susto, nem pela trabalheira que vai dar tratar de tudo para ter o carro arranjado, muito menos porque estávamos a ficar encharcados a assinar papeis de seguradoras…estávamos sim, atrasados para o levar ao circo!!

    Escusado será dizer que nem eu, nem o papá Carlitos já estavamos com grande apetite para palhaçadas…


  12. 4 dias

    10/12/2011 Sandra

    Importantíssimos para o meu organismo sensível e cabisbaixo.

    Descansar, passear e tratar de mim são as palavras de ordem.

    A ver se ganho fôlego para terminar o ano mais animada, com outra vontade e coragem.

    2012 está prometido como ano duro e implacável, temo os futuros dias como nunca mas prometo a mim mesma e aos que gostam de mim, tentar não baixar os braços ou entregar “os pontos” sem alguma luta.


  13. Prendas

    09/12/2011 Sandra

    Eu bem tento controlar o orçamento que este ano, inevitavelmente, está ainda mais curto que o habitual.

    No entanto, escuso cá de fazer cálculos de valor médio por pessoa, tentar convencer-me que ah e tal são só “miminhos”, porque nas lojas, o entusiasmo faz com que a poupança descambe.

    Como é óbvio, se não puder, não tiver um tostão furado, não dou mesmo nada, ou fico-me mesmo por uma prenda simbólica.

    Noto que tanto eu como muitos portugueses, demoramos mais tempo nas lojas, escolhemos muito mais, comparamos valores, investigamos ao detalhe as diferenças ao cêntimo, tentando comprar tendo em elevada consideração a relação qualidade/quantidade e o preço final.

    Custa-me lembrar amigos a quem adoraria oferecer coisas bem mais giras ou com sorte, oferecer o que quer que seja. Vi prendas geniais, diferentes. As lojas estão empenhadas em surpreender os clientes e até têm descontos nunca antes vistos por esta altura do ano mas mesmo assim, é impossível esticar mais o orçamento…

    A minha lista é sempre longa apesar de todos os anos ir cortando “cabeças”. Se já existirem filhos de amigos, é certinho que os filhos ganham prioridade e lá se vão os embrulhos em nome dos pais do rebento.

    Ontem dei por terminadas as compras de tudo o que precisava. Admito que, mais tardiamente do que é habitual, já estou em pulgas para entregar os presentes que escolhemos.

    As conversas em familia também estiveram centradas no jantar de consoada, nos petiscos, nos doces que querem fazer, no facto de estarmos todos juntos e se esperar aquele alvoroço feliz, com três crianças reguilas a correr pela casa.  Apesar do aspecto pavoroso dos embrulhos, dei por mim a sentir finalmente aquele quentinho bom, aquele aconchego no coração. Com saúde, ainda todos à volta da mesa, lá estaremos juntos para o que der e vier.


  14. Hã?!

    07/12/2011 Sandra

    Por estes dias andamos de boca aberta com as respostas do menino. Umas atrás das outras, conseguem surpreender-nos pela rapidez e originalidade.

    A uma vizinha contou que adora brincar com o papá. Que era muito divertido e tal. Quando ela lhe pergunta o que faz com a mãe responde:

    - Com a mamã não faço nada. Ela só quer estar no sofá, a beber chá e ver séries!

    Ora reparem como é típico do bicho homem, só reter e partilhar a informação que lhe interessa.

    Comigo faz muita coisa relevante e essencial. Ele é as refeições, os banhos, o aconchego da hora de deitar ou quando faz chichi na cama e lá tenho de andar a trocar roupa da cama e pijamas, ou se acorda a meio da noite e só quer ir para perto de mim, levar para a escola, melgá-lo porque tem de tomar as vitaminas, comer bem, brincar com cuidado para não se magoar…

    Não repara claro que, para poder brincar horas a fio com o pai, eu ando a preparar almoços ou jantares, panelas de sopa, lavar, estender ou passar roupa a ferro, limpar a casinha por onde correm, rebolam, se divertem à grande…


  15. Circ(ul)o da vida

    06/12/2011 Sandra

    Nunca pensei que o petiz ficasse tão histérico com a ideia de ir ao circo. Já viu alguns espectáculos na televisão e achou piada mas apesar da insistência do Pai, para um dia o levarmos a assistir ao vivo, nunca demonstrei grande vontade e ele nunca insistiu.

    Quando era pequena, ir ao circo era um martírio. Só de pensar na bicharada enjaulada, no ar triste dos tigres, leões ou elefantes ficava num pranto.

    Gostava dos palhaços, equilibristas, malabaristas mas perante a presença dos domadores, chicotes (usados sem grande critério) e animais selvagens entre grades era impossível sair com boas recordações.

    Agora tenho o meu reguila a perguntar de cinco em cinco minutos quando chega o tal sábado em que vamos ao circo. O Pai, tão ou mais entusiasmado que ele, vai contando como eram fantásticas as suas tardes durante as actuações. Do que gostava mais, o que era mais divertido, de como teve até a sorte de ter tido um trige bebé ao seu colo…

    Como mãe tenho engolido muitas ideias pré-concebidas, muitas manias de que “comigo não acontecerá, farei,  direi, não acharei”. Caem por terra como castelos de areia. Esta é mais uma delas.

    Continuo a não gostar de circos mas é impossível não ficar entusiasmada com a sua ansiedade e alegria.